O melhor jeito de estudar literatura

15 de junho de 2018


É muito comum que durante a época de estudos para o vestibular nossa atenção não se volte da mesma forma para todas as matérias. O que ouço de muitos alunos é a dificuldade de estudar humanas, visto que a atenção muitas vezes se volta mais às exatas. Falando da minha área, algumas das dicas que tenho nas mangas para dividir com vocês que têm dificuldade para estudar literatura são: 

1 - Alie as aulas de literatura com as de história

As produções literárias que estudamos foram escritas dentro do contexto de uma época, portanto quando estudamos x período literário devemos lembrar da contextualização histórica desse período. É dessa maneira que fazemos relações mais aprofundadas da obra e de seu tempo, de seus impactos e do que elas agregam para o agora. Por isso, estude história relacionando com a literatura e vice e versa. 


2 - Não se limite às aulas, fiche um material a parte

Não adianta apenas assistir às aulas, é importante ter um bom material didático em mãos e fazer o fichamento dos textos, de modo a destacar o que é mais importante. O ato de ler e escrever ajuda no processo do entendimento, por mais "fácil" que o conteúdo possa parecer, assistir à aula sobre ele não basta e você corre mais chances de esquecê-lo no dia da prova. Depois das aulas e dos fichamentos o exercícios também são fundamentais.

3- Procure sempre relacionar as obras da lista 

É cara da FUVEST elaborar questões de literatura relacionando as obras da lista entre si. As perguntas podem cobrar as diferenças entre elas ou as semelhanças, as questões políticas que entram em contraste, as históricas, os perfis dos personagens, etc. Dessa forma, esteja preparado já na hora da leitura, reflita se ela tem algum ponto de encontro com outra que você leu, as diferenças essenciais. Veja um exemplo da FUVEST 2017 que cobra essa relação entre as obras:



4 - Assista à palestras de obras literárias

Além de ler o livro da lista de leitura obrigatória, assistir às palestras das obras é essencial. O professor sempre chama atenção para um ponto que na sua leitura pode ter passado desapercebido ou também pode ajudar para aquelas obras que não deu tempo de ler. Caso você não tenha lido algum livro da lista a tempo do vestibular, o fundamental é assistir à aula sobre ele ao invés de só ler o resumo. Esses eventos estão sempre acontecendo nas bibliotecas municipais, cursinhos ou universidades, fiquem atentos às páginas do Facebook e sites sobre o assunto.

5 - Estude literatura dentro do contexto de outras artes

Como colocado no item 1, que pede para aliar as aulas de história com as de literatura, alie também a literatura e as outras artes: esculturas, pinturas, músicas... Se você está estudando, por exemplo, o Romantismo na literatura, vá além! Pesquise os pintores desse período, as músicas que estavam sendo produzidas, as relações dessas artes com as obras literárias. O vestibular está cada vez mais explorando isso, é muito comum ver no ENEM a análise de canções e de pinturas. Então, fique esperto!

Confira aqui a lista de obras obrigatórias dos vestibulares:



Postado por: Carolina Marcondes

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Dois métodos de organização

21 de abril de 2018


Oie, hoje vou ensinar dois métodos que me ajudam muito na organização de tarefas, horários, etc. Manter o dia a dia organizado é uma forma de aproveitar melhor o seu tempo, com isso você consegue visualizar seus horários, encaixar algo que gosta de fazer, perceber que tem uma  horinha a mais que dá pra descansar e que você nem percebeu antes, além de tudo ajuda na qualidade do cotidiano!
Método 1 - Visão geral  (método da primeira foto)
Escrevo no meu bullet journal (você pode fazer isso na agenda, caderno, numa folha de sulfite, onde você preferir) os horários do meu dia, desde a hora que eu acordo até a hora de dormir (geralmente coloco uma hora a mais do planejado para encaixar os imprevistos) ao lado dos horários vou encaixando blocos que me dizem o que eu faço naquele horário, exemplo: das 5h até as 7h30 eu acordo, preparo meu café da manhã e vou pra faculdade, no percurso eu faço leitura de algum livro e/ou leio uma notícia em inglês e/ou adianto alguma coisa da faculdade. Meu percurso é demorado então ter algumas opções de como aproveitá-lo me ajudou muito a otimizar o tempo.
E assim vou seguindo os horários fazendo a mesma coisa, das 16h até as 18h eu finalizo os horários de estudo e/ou estou em percurso pra voltar pra casa, faço meu lanche da tarde e vou pra academia. Do lado eu preencho com alguns blocos com lembretes de coisas que faço que melhora a rotina, tipo deixar tudo organizado durante a noite ao invés de fazer isso de manhã, meditar antes de dormir, etc. Minha rotina é flexível, portanto, esse método me ajuda a visualizar minhas opções de acordo com tudo que faço durante a semana.

Método 2 - Visão diária



Esse método eu faço no Excel (dá pra fazer sem utilizar essa ferramenta) e geralmente eu imprimo e colo em um lugar que visualizo sempre (no meu caso é na minha agenda). Trata-se de separar cada dia da semana (faço sempre até sexta meus planejamentos) e colocar os horários, desde a hora que eu acordo até a hora que eu durmo (nesse caso, eu só coloquei até a hora da minha última atividade). Você pode colocar os horários que você achar melhor, o importante é englobar a maior parte das suas atividades durante o dia. E em cada dia da semana eu preencho de acordo com os horários os afazes do dia, exemplo: 8h00: primeira aula, 12h00: almoço, etc. A diferença desse método para o primeiro é que nesse eu não visualizo tão bem as alternativas do dia a dia, exemplo posso almoçar 12h ou 14h depende do dia da semana, posso aproveitar o horário do percurso pra fazer tal coisa, etc. Mas também é muito bom pra organizar e é mais prático.

Existem outros métodos para organizar a rotina que eu uso e aprovo (farei em outras postagens futuramente) manter essa organização ajuda muito!! Claro que não é todo dia que estamos produtivos e isso é normal, mas manter essa visualização da rotina ajuda muito na produtividade, qualidade de vida e muitos outros pontos positivos. <3

Postado por: Gabriela Marcondes






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Você não é uma pessoa difícil de lidar

27 de março de 2018


Muitas situações na nossa vida nos fazem pensar que somos pessoas complicadas. Assumimos um sentimento de culpa, nos preocupamos com pensamentos que nos fazem se desentender com nós mesmos. Mas quero deixar um recado importante nessa postagem: Você não é uma pessoa difícil de lidar! Acredite! Não são relacionamentos, pessoas, situações, momentos ruins que definem exatamente quem você. A gente passa muito tempo moldando quem somos através de ocasiões da nossa vida e opiniões alheias. Mas, por favor, não se prenda a isso! Dê uma chance de se amar, de aceitar que alguns erros, inseguranças e defeitos fazem parte da sua existência, faça as pazes com você mesma(o), perceba que você não é aquilo que aconteceu com você, você é sempre aquilo que escolhe se tornar!


Postado por: Gabriela Marcondes

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Como escrever uma narrativa?

19 de março de 2018


Estamos acostumados a escrever apenas dissertação para o vestibular. É sempre preciso treinar a argumentação e a escrita objetiva, cansamos de ouvir que não podemos nos colocar em primeira pessoa, etc. Mas e quando nos deparamos com propostas de narrativas? Como as que UNICAMP e outros vestibulares trabalham, como fazer um bom texto e dessa vez explorar a subjetividade ausente nas dissertações? Escrever um texto literário que pede mais elaboração com as palavras pode ser um desafio justamente pelo maior preparo dado às dissertações. Então aqui vão algumas dicas de como melhorar a nossa escrita nas narrativas.

EXEMPLO DE TEMA PARA NARRATIVA (UNICAMP): 


A imagem acima foi retirada de uma proposta da UNICAMP, nela era exigido a elaboração de uma narrativa através do tema: ambiente familiar. As instruções pediam que o enredo partisse de uma personagem jovem que passa a morar com os avós e se depara com o conflito entre as gerações distintas.  Para ler a coletânea de textos da proposta, acesse: http://download.uol.com.br/vestibular2/prova/unicamp2010_1afase_redacao.pdf

1. Analise bem o que se pede: as propostas de redação da UNICAMP, seja para texto dissertativo ou para as narrações, sempre vêm acompanhadas de instruções bem detalhadas e o seguimento adequado delas conta para a nota. Devemos nos atentar bem ao tema proposto e construir um enredo que esteja dentro do universo de tal tema. No caso do nosso exemplo, a UNICAMP pedia um conflito de gerações entre uma jovem estudante e os avós, logo em algum momento de sua narrativa isso deveria obrigatoriamente aparecer, o conflitoPortanto, antes de escrever qualquer texto a primeira coisa é analisar o tema e mapear tudo que se relaciona a ele, nesse caso você deveria pensar em: problemas dos idosos com a tecnologia, gírias mal interpretadas pelos avós, a sabedoria dos mais velhos em contraste com o despreparo dos jovens, etc. Esses "links" devem ser feitos antes da elaboração de qualquer texto, pois dessa forma não fugimos do tema na hora da escrita.

2. Para a narrativa o conflito é obrigatório! Do tópico de cima já concluímos que para o texto literário é preciso que haja um conflito interno ou externo, o texto exige que alguma situação conflituosa aconteça. Pense que é como em um filme, há diversas cenas que se desenvolvem através de um problemas central: um acidente, uma mudança de cidade, uma briga, etc. Nem sempre os conflitos precisam ser derivados de ações, eles podem acontecer na cabeça da personagem, um exemplo de conflitos internos está nos contos da autora Clarice Lispector em que fazemos uma viagem nas emoções da personagem. Podemos construir um conflito assim, que se baseie na confusão de pensamentos e sentimentos, mas ele deve ser bem elaborado para que não vire descrição e deve partir de algum acontecimento conflituoso. 

3. Elaboração das palavras: Para construir um texto subjetivo é preciso uma elaboração maior com as palavras. Se na dissertação precisamos de objetividade, nos livrar das polissemias e fazer uso denotativo das palavras, no texto literário fazemos o oposto, usamos as figuras de linguagem como as metáforas, hipérboles, para construir a beleza no texto. Fazemos uso do sentido conotativo e exploramos o poético. Sem esses detalhes não temos uma boa narrativa. 

4. Descrição de espaço/ tempo/ narrador/ personagens: o leitor precisa saber onde se passa a história. No caso do tema da UNICAMP: se passará na casa dos avós? Em uma fazenda? Em um apartamento? É preciso dessa descrição, bem como do tempo em que se passa a história, é fato decorrido no presente? Uma lembrança do passado? Além disso, é bom que o leitor conheça o narrador, no caso de narrador-personagem: quantos anos ele tem? como é fisicamente? bem como são as demais personagens. Voltando para a nossa proposta, é preciso que seja informado no texto como são os avós. No entanto, todas essas descrições devem seguir o tópico 3, ou seja, as descrições não devem ser objetivas: "a avó tinha 68 anos, era muito bonita e tinha cabelos brancos.", mas sempre devemos trabalhar as descrições de modo criativo, por exemplo: "a avó ainda que com seus 68 anos nas costas, aparentava uma postura forte, bonita, como se o tempo não a abalasse, como se o seu cabelo branco de nuvens fosse apenas um detalhe pequeno comparado a um corpo cheio de histórias incríveis". Veja que as informações nas descrições são as mesmas: idade, aspecto físico, mas perceba a forma diferente como isso foi retratado em ambas.

5. Clímax e reflexão final: voltando a comparar nossa narrativa com a estrutura de um filme, sabemos que toda história tem aquele momento de maior pressão, de maior impacto: o clímax, quando o enredo se aproxima de seu desdobramento final. Como em uma música, antes de chegar ao refrão a melodia da canção fica mais intensa, no texto acontece o mesmo movimento. Sem esse impacto não podemos considerar uma boa narrativa. Consecutivamente que o clímax levará ao final de alguma situação e, por sua vez, à reflexão. No caso das crônicas, é obrigatório uma reflexão final, e todo texto literário tem um encadeamento conclusivo para o enredo. O que tiramos dessa história? Certamente que não precisa ser como nas fábulas em que sempre temos a "moral da história". Mas no texto literário bem construído os acontecimentos levam a um tipo de reflexão final. 

Voltando ao nosso tema, a personagem pode descobrir que conviver com os avós é um meio de aprender mais sobre suas origens e se sentir orgulhosa da trajetória que traça, bem como pode descobrir que através do convívio com eles precisa ter mais paciência e compreensão com o próximo, etc. As reflexões são diversas, mas o texto deve conduzir a elas.




Postado por: Carolina Marcondes




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