Sobre a faculdade e indecisões

25 de fevereiro de 2018



Na época do ensino médio fiz milhares de testes vocacionais, mesmo assim eu nunca entendia o que eu queria. Pensei que era jornalismo, coloquei isso na cabeça, conheci a redação de um jornal e pesquisava sobre o curso, mas entrei no cursinho e tive certeza que não era jornalismo. Pensei em ciências sociais, mas o mercado de trabalho não me agradava. Amava biologia, mas era só paixão por estudar a matéria. Decidi do nada que era psicologia, até perceber mais na prática que não era o que eu queria. Eu amava muito as aulas de geografia do cursinho, com certeza era minha matéria preferida. Ai finalmente eu achei que tinha escolhido o que cursar. Juntei minha vontade de aprender sobre o mundo + fazer a diferença na educação ensinando algo e achei que era aquilo que eu queria. O final do ano foi chegando e a pressão de me decidir logo também. Comecei a prestar um curso em cada faculdade, acabei passando em 3 vestibulares, mas até então eu não tinha passado na USP, que era meu sonho desde o primeiro ano do ensino médio. Percebei que a minha indecisão o ano inteiro e outros motivos emocionais tinham refletido na prova que eu mais havia me preparado. Nas últimas chamadas da fuvest prestei um curso por reescolha. Decidi que aquilo me ajudaria, porque eu não aguentava mais cursinho, eu precisava focar mais em exatas e teria a oportunidade de estudar isso na faculdade. Eu realmente achava que o principal problema tinha sido os estudos, até perceber dentro da faculdade que eu não tinha amor pelos cursos que eu havia prestado, que não adiantava cursinho e estudar muito se eu não sabia a razão de tudo aquilo. Comecei a tentar me conhecer melhor, foi um ano muito importante da minha vida porque finalmente eu estava aprendendo mais sobre mim, sobre meus sonhos, meus ideias e aceitando todas as lições que a vida estava me ensinando. Foi então que dentro da faculdade eu conheci o curso de Gestão Ambiental, e foi amor a primeira vista. Costumo dizer que foi o curso que me escolheu. Entendi que era o combo do que eu queria, um curso interdisciplinar que  me possibilitava ter contato com exatas, humanas e biológicas. Eu visualizava um propósito muito claro por querer estudar aquilo, me enxergava no mercado de trabalho da área e sabia que era algo que estava em sintonia comigo. Estudei sozinha e focada para a FUVEST por 5 meses mesmo ainda estando na faculdade e no fim das contas fui aprovada na primeira chamada. Claro que quando comecei a cursar vi que tinha muita coisa que eu não gostava, que nada é um mar de rosas, mas que mesmo assim eu estava muito feliz e isso era o importante. O que eu quero concluir com isso tudo é que as vezes a vida nos coloca em um caminho que a gente não consegue entender, mas que é isso que depois pode nos fazer entender muitas outras coisas. Eu precisei ser reprovada no curso que eu achava que eu queria e ficar bem mal com isso, precisei passar por momentos de indecisão, entrar na universidade, me conhecer melhor e só então perceber qual era o caminho que eu iria seguir. E hoje sinto muito orgulho de toda essa trajetória. E sobre as indecisões compreendi que elas sempre vão surgir, ainda mais para pessoas como eu que amam e têm vontade de fazer de tudo um pouco. Às vezes do nada fico pensando em fazer nutrição, porque é algo que em pouco tempo descobri que gosto bastante, mas ai eu lembro de tudo que aconteceu até eu chegar em Gestão Ambiental e sei que o que é pra acontecer, sempre acontece! Portanto, minha maior dica é: Se conheça, entenda quem você é, qual sua paixão na vida, seus ideais e seu propósito. Quando se tem um porquê, enfrentamos qualquer como.

POSTADO POR: Gabriela Marcondes

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